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5 pontos para reduzir a manutenção de empilhadeiras

Neste artigo vamos trazer os principais pontos de atenção para a redução dos custos de manutenção de empilhadeiras.

Custo total de propriedade de uma empilhadeira


No momento da compra de uma empilhadeira a maioria das empresas olham apenas o preço de venda do equipamento e se esquecem de olhar o custo total de propriedade da máquina.

O custo total diz respeito ao quanto a empresa vai gastar ao longo dos anos com aquele equipamento, e para saber isso é preciso levar em conta o consumo de combustível pela empilhadeira e seu custo de manutenção.

Então peça sempre ao vendedor o plano de revisões da empilhadeira, ou o plano de manutenção das empilhadeiras, por até 5 mil horas de funcionamento e também uma cotação inicial das principais peças de reposição, e outros itens, tais como:

  • rodas
  • filtros
  • tipo de óleo utilizado e quantidade
  • valor da hora técnica
  • valor de deslocamento do técnico

Redução de custo com a manutenção de empilhadeiras

Conversamos com os principais engenheiros das maiores fabricantes de empilhadeiras do Brasil e chegamos a um consenso sobre os pontos de atenção que causam um prejuízo enorme às empresas, quando falamos da utilização de empilhadeiras na intralogística. Esses pontos são:

  1. Piso
  2. Fonte de energia
  3. Aplicação correta da empilhadeira
  4. Revisões preventivas
  5. Procedimentos diários

Vamos elencar um por um e colocar suas subdivisões abaixo, mas tenha certeza de que você observar esses 5 pontos na sua operação, seus custos de manutenção com empilhadeiras vão cair drasticamente.

1. Piso onde trabalha a empilhadeira

Os gestores logísticos não percebem a origem do problema, parece ser tão pequeno e a máquina tão grande que dá a sensação de que não afeta em nada, mas sim, as juntas de dilatação mal feitas podem prejudicar suas empilhadeiras elétricas.

Juntas de dilatação

Pequenos buracos e desníveis nas juntas de dilatação do seu armazém fazem com que a empilhadeira receba centenas, talvez até milhares, de pequenos impactos por dia.

Ao longo de um dia a empilhadeira resiste, um mês também resiste, um semestre, talvez, mas depois de um ano terão sido milhões de micro impactos que com certeza afetarão os sensores da máquina, suas placas eletrônicas, sua bateria e suas rodas.

Buracos

O mesmo vale para buracos na operação e também trilhos de portas, tudo isso afeta as empilhadeiras elétricas. Além dos desníveis das docas, na entrada e saída dos caminhões as transpaleteiras elétricas sofrem o mesmo impacto e este é um dos fatores principais pelo qual você está gastando tanto dinheiro com rodas de transpaleteiras.

Para as empilhadeiras a combustão que usam pneus com ar, os pneumáticos, o pneu acaba absorvendo boa parte do impacto, e também ela não possui tantos componentes eletrônicos, mas ao mesmo tempo não pode rodar dentro do galpão, porque emite gases nocivos à saúde.

Na área externa, para as empilhadeiras a combustão e elétricas, precisamos observar os objetos deixados no solo. Madeira e pregos podem furar os pneus quando pneumáticos e cortar os pneus maciços.

Paralelepípedos

Paralelepípedos não se dão bem com empilhadeiras porque elas não possuem amortecedor. Então por mais que você use pneus com ar e deixe-os mal calibrados, o que é um perigo eminente para sua operação, porque pneus mal calibrados oferecem risco na estabilidade da sua empilhadeira, mesmo assim os impactos são tantos que com o passar dos meses você terá que trocar as pontas de eixo das suas empilhadeiras, e o custo de parar a máquina, deslocamento do técnico, peças, vão se somar no seu “custo total de propriedade” da empilhadeira.

Formação de gelo

Na operação frigorífica é muito comum a formação de gelo no chão. Isso acontece porque a grande maioria dos frigoríficos do Brasil não possuem uma antecâmara adequada.

Com a entrada de umidade, através do ar, na câmara frigorífica, forma-se gelo no chão e o perigo é eminente, a empilhadeira pode frear, mas às vezes não para, porque escorrega sobre o gelo.

Outro fator é o fator que chamamos de “copo de refrigerante”. Quando você está bebendo um copo de refrigerante gelado, você percebe que a umidade do ar condensa no copo e escorre por ele.

Na empilhadeira acontece a mesma coisa. Com a umidade dentro da antecâmara e a máquina que acabou de sair da câmara com temperatura baixíssimas, portanto a empilhadeira gelada, a água se condensa por toda a máquina e vai descendo por todos os cantinhos.

Na sequência a empilhadeira toda “suada” volta para a câmara frigorífica, e por sua vez a água vira gelo, se expandindo e forçando todos os parafusos, conexões, placas, tudo que estiver nela.

É por isso que alguns fabricantes inventaram o “kit frigorífico”.

Kit frigorífico

O kit frigorífico nada mais é do que uma alteração nos pontos mais susceptíveis a problema de condensação de alguns componentes elétricos e mecânicos, para que as empilhadeiras possam suportar as más condições das antecâmaras, que não controlam a umidade do local.

2. Fonte de energia

Baterias tracionárias

É muito comum observar um mal cuidado com as baterias das empilhadeiras. Isso acontece porque estamos acostumados com as baterias automotivas, que são seladas e não precisam de manutenção. Outro fator é a troca constante da mão-de-obra que cuida das baterias.

A operação correta é de completar o nível da água da bateria tracionária, chumbo-ácido, quando a bateria está em processo de carregamento, já com 80% da carga concluída.

Se completamos o nível da água antes do carregamento, com o aquecimento da bateria durante o seu carregamento, a água vai vazar, vai pra parte superior da bateria e laterais, o que pode provocar fuga de corrente e prejudicar o controlador da máquina.

Se não completarmos o nível da água a bateria vai secando e perde capacidade, até secar e queimar o elemento.

-> leia nosso artigo especial sobre cuidados com a bateria de empilhadeira!

Combustão

O kit do gás costuma dar problema antes da hora e normalmente é por conta da má qualidade do GLP comprado. Portanto a empresa deve se certificar da qualidade do GLP entregue contratando uma empresa terceirizada para realizar o teste de pureza.

A gasolina e o diesel também devem ser testados, sobretudo se a empilhadeira for importada. Lembre-se que nos países onde as empilhadeiras são fabricadas, EUA, Alemanha, os combustíveis são muito mais puros do que no Brasil, portanto a mistura deve ser diferente aqui. Consulte sempre o seu fabricante para adaptação correta da sua empilhadeira ao combustível nacional.

3 Aplicação correta da empilhadeira

Rebocar e empurrar

Para rebocar coisas dentro do armazém ou na linha de produção é comum observar a utilização do pino traseiro da empilhadeira.

Aquele pino serve para que a própria empilhadeira seja rebocada, levantada, transportada, caso seja necessário. A utilização da empilhadeira para a função de rebocar não é recomendado por nenhum fabricante.

Isso porque o contrapeso é encaixado atrás da empilhadeira e não foi feito/pensado para rebocar coisas numa operação regular. Para rebocar coisas compre um rebocador e granta a durabilidade da sua empilhadeira.

Muitas empresas usam a empilhadeira para empurrar coisas, e até alguns fabricantes de estruturas de armazenagem ainda fabricam o push-back, o sistema em que a empilhadeira “empurra-pra-trás” uma série de paletes que estão sob roletes.

Contudo as torres das empilhadeiras não foram projetadas para empurrar cargas, muito menos em alturas, com menor ponto de contato entre um perfil e outro da torre.

As torres, ou mastros, das empilhadeiras foram projetados para levantar cargas e armazenar os paletes em altura, mas não para puxar ou empurrar paletes.

4. Revisões preventivas para reduzir custos com a manutenção das empilhadeiras

Parece bobagem mas as revisões preventivas são de fundamental importância para uma redução no custo de manutenção das empilhadeiras.

Observe no manual da sua empilhadeira, ou pergunte ao serviço técnico autorizado da sua região para realizar sempre a manutenção preventiva, pois pequenos ajustes hoje podem evitar grandes custos no futuro.

Pra citar dois exemplos; a troca de óleo (motor e hidráulico) e os pontos de lubrificação da empilhadeira.

5. Procedimentos diários

Checklist

Um checklist diário, e se for o caso, de um operador para o outro, é de fundamental importância para evitar altos custos de manutenção com as empilhadeiras.

Ao perceber uma pequena falha, ou um barulho na máquina, se reportado rapidamente e vistoriado na revisão preventiva, pode gerar grandes economias para a empresa.

Se você tem alguma dúvida escreve pra gente: contato@empilhando.com.br

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Ler artigo sobre a classificação internacional das empilhadeiras pela WITS

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4 respostas

    1. Que bom que gostou Edvaldo! Conto com você como parceiro do nosso site, já recebi sua sugestão de matéria, espero que a Crown aprove a publicação. Nos falamos amigo. Um grande abraço.

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